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Aplicação do conceito ampliado de saúde no brasil e a abordagem das capacitações: um estudo de caso no brasil.

Autores:
  • Diego Maciel de Oliveira (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão y PPGAD, Brasil)
  • Júlia Elisabete Barden (Unidade Integrada Vale do Taquari de Ensino Superior, Brasil)
Resumen:
A saúde das pessoas influencia diretamente o desenvolvimento de um local, tendo em vista que “a participação do indivíduo na atividade econômica e social depende de uma vida saudável” (GALVÃO JUNIOR, 2009, p. 549). Ter saúde é fundamental quando se analisa o desenvolvimento a partir da Abordagem das Capacitações, com o entendimento de que desenvolvimento é um processo de expansão das liberdades humanas. Sen (2002) entende que saúde é uma das condições mais importantes da vida e Nussbaum (2000) considera que ela é uma capacitação central, já que as pessoas devem ser capazes de ter boa saúde para serem verdadeiramente humanas. Assim, desfrutar de uma vida saudável significa ampliar as liberdades das pessoas, consequentemente, não desfrutar é ampliar as privações. Todavia, o que é saúde? Em 1986, quando foi realizada 8ª Conferência Nacional de Saúde, o governo brasileiro ampliou o conceito de saúde apresentado em 1946 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que a definiu como, não apenas a presença ou a ausência de doenças, mas um completo estado de bem-estar físico, mental e social (WHO, 1946). Na conferência, o Ministério da Saúde brasileiro delineou melhor o que a OMS intitulou de completo estado de bem-estar estabelecendo a saúde como “resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse de terra e acesso a serviços de saúde” (BRASIL, 1986, p. 04). Isso por si só representou um avanço, pois o governo considerou que saúde não pode ser definida observando-se apenas uma área da vida, utilizando, portanto, uma abordagem multidimensional, porém, passados exatos 30 anos da realização da conferência, persiste o desafio de aplicar integralmente este conceito na maior parte das cidades brasileiras. Neste artigo propõe-se fazer uma discussão acerca da aplicação do conceito ampliado de saúde utilizado no Brasil à luz da Abordagem das Capacitações, tendo em vista que este conceito tem forte ligação com a abordagem. Essa reflexão foi feita a partir de um estudo de caso de um grupo de moradores de um bairro pobre, localizado na periferia da cidade de Imperatriz-MA, nordeste do Brasil. A pesquisa permitiu afirmar que existe uma grande lacuna entre a teoria e a prática, pois a partir de uma estrutura de análise multidimensional aplicada, observou-se privações de liberdade em todos os componentes do conceito brasileiro (alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse de terra e acesso a serviços de saúde), mesmo o bairro sendo servido por serviços públicos de saúde, como visitas de agentes, consultas médicas e remédios. Mesmo existindo uma definição bem completa, na prática não são consideradas as relações multidimensionais que a saúde tem na vida humana. Ficou claro que existem muitos problemas de saúde que não são considerados pelas autoridades públicas, pois as ações de saúde ainda são guiadas pelo conceito primitivo de saúde, isto é, ausência ou presença de doença.
 
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