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Pobreza rural no Brasil: diferentes perspectivas para um mesmo fenômeno

Autores:
  • Ely José de Mattos (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil)
  • Izete Pengo Bagolin (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil)
  • Felipe Goulart Tomkowski (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil)
Resumen:
O presente artigo tem como objetivo central estudar a pobreza rural no Brasil sob a perspectiva de diferentes abordagens, com o intuito de oferecer uma detalhada comparação entre mensurações baseadas em métricas unidimensionais (renda) e multidimensionais. Para o meio rural, em função das peculiaridades do modo de vida e do papel desempenhado pela renda, é bem-vinda a possibilidade de avaliar as condições de vida da população através de um número maior de dimensões.
Em linhas gerais, as chamadas abordagens multidimensionais tratam de estudar as condições de vida das pessoas através de múltiplos indicadores de forma conjunta, oferecendo um retrato mais complexo. Mas, no que toca ao conceito de pobreza, especificamente, persiste a questão da classificação do indivíduo como pobre ou não pobre. A abordagem monetária é bastante objetiva, sendo necessário apenas que se defina a linha de corte. Já nos estudos multidimensionais, ainda se debate a necessidade de classificação explícita enquanto pobre ou não pobre. E parte desta discussão tem relação com as características da abordagem teórica adotada.
No contexto da Abordagem das Capacitações (AC), ser pobre é não conseguir desfrutar de um conjunto de capacitações básicas, o que impediria a pessoa de levar uma vida digna. Mas, em geral, nega-se a necessidade de se definir um conjunto de aspectos observáveis e mínimos, como uma lista multidimensional, para classificar a pessoa como pobre. A questão está muito mais conectada com a ideia de bem-estar como o objetivo central, do que com um comprometimento específico com uma determinada linha ou lista. Trabalhos como Martinetti (2000), Lelli (2000) e Mattos & Waquil (2008) desenvolvem avaliações de bem-estar com base na AC sem definir linhas de pobreza. Já o trabalho de Alkire et al. (2015), Índice de Pobreza Multidimensional, lida com uma proposta de definição de pontos de corte multidimensionais, adotando a ideia de rótulo.
Neste artigo, iniciamos discutindo resultados básicos da abordagem monetária, para depois avançar em duas propostas de mensuração multidimensional – ambas teoricamente fundamentadas na AC. A diferença entre estas duas propostas é que uma delas trabalha sem linhas/listas de corte e outra com estas linhas. O trabalho utiliza microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e cobre o período 2001 até 2014, com três pontos de referência no intervalo. A principal contribuição deste artigo é oferecer um exercício empírico extensivo na comparação de resultados de pobreza rural sob diferentes perspectivas. Espera-se, com isso, sinalizar as fragilidades e potencialidades das diferentes abordagens.
 
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